O Bra4. Profissãosil vive uma das piores crises no mercado de trabalho. As demissões não param e o trabalhador está cada vez mais inseguro, sem saber como planejar o seu futuro. O Brasil fechou 1.542.371 postos de trabalho com carteira assinada no ano passado, o pior resultado desde 1992.  Segundo o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, o resultado negativo “reflete uma mudança na dinâmica do mercado de trabalho”.

Apesar da redução do emprego em 2015, o saldo negativo não destruiu as conquistas do mercado de trabalho do Brasil nos últimos anos. O cenário pode assustar, mas não significa que não há vagas. As demandas (procura) do mercado de trabalho evoluem no mesmo ritmo da sociedade e da economia e, muitas profissões e carreiras, que serão destaque daqui a 10 anos, estão profundamente ligadas às tendências econômicas e sociais projetadas por especialistas e estudiosos. Segundo um relatório publicado pela World Economic Forum, até 2020, 5 milhões de empregos deixarão de existir, mas isso não é motivo de desespero, porque, em compensação, outros cargos surgirão no mercado.

“O cenário pode assustar, mas não significa que não há vagas”

De acordo com a economista e professora da Faculdade de Economia e Administração da USP, Renata Spers, que coordenou a pesquisa “Carreiras do Futuro”, realizada por meio do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA), sustentabilidade, i n o v a ç ã o , preocupação com a qualidade de vida e aumento da expectativa de vida da população (quantos anos espera-se que um indivíduo possa viver) são as principais macrotendências (rumos em larga escala, os quais se pode seguir) identificadas, por isso muitas das “profissões do futuro” são ligadas a estes temas.

2016 será um ano difícil para a economia e a maioria dos negócios, ele será marcado por substituições, busca por eficiência e redução de custos, por isso não resista as transformações, encare a realidade e dê o seu melhor.