Um relatório divulgado na última quinta-feira (12) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), indica que a taxa mundial do desemprego deverá subir de 5,7% para 5,8% em 2017. Isso representa um aumento de 3,4 milhões de pessoas sem emprego no mundo todo.

Entre os países que integram o G-20, o Brasil é o que mais vai sofrer esse aumento no desemprego. Segundo o estudo “Perspectivas sociais e do emprego no mundo – Tendências de 2017”, a estimativa é de que a cada 3 novos desempregados em âmbito mundial, um deles seja brasileiro, o que fará com que a taxa no país passe de 12,4 milhões em 2016 para 13,6 milhões em 2017. Em 2018, esse número pode chegar até 13,8 milhões de brasileiro sem uma ocupação formal. Esses dados colocam o Brasil na terceira posição dos países com a maior população de desempregados entre as maiores economias do mundo. A primeira e segunda posições são respectivamente ocupadas atualmente pela China e pela Índia.

Para a OIT, o desemprego no Brasil tem um impacto mundial e afeta os cálculos gerais. Hoje, a América Latina é a região que tem maior desafio do desemprego no mundo e o aumento do número de desempregados no Brasil representará um terço do crescimento das pessoas sem trabalho em todo o mundo em 2017.

No Brasil, o índice do desemprego é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na população que procurou por uma ocupação nos últimos 30 dias. Por esse motivo, o número de trabalhadores sem contratação em carteira é ainda muito maior.

É esperado que a economia mundial volte a ganhar fôlego ainda este ano, porém o impacto no mercado de trabalho virá só depois com novas contratações, por esse motivo, o nível de desemprego deve começar a diminuir apenas em 2018.