Em poucas palavras, o procurador- geral da República é uma figura política que atua na chefia do Ministério Público da União e do Ministério Público Federal, além de agir como procurador-geral Eleitoral. Ele é escolhido e nomeado pelo presidente da República, e seu nome deve ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal. Ok. Mas o que isso quer dizer? Como esse profissional trabalha? Como ele influência as decisões do governo e a política brasileira? Vem entender quem é Rodrigo Janot e a importância desse cara na política atual.

Rodrigo Janot é o atual procurador-geral da República e seu mandato de dois anos vai até o dia 17 de setembro de 2017, no entanto, ele já está no cargo desde 2013. Segundo a Constituição Federal (conjunto de leis, normas e regras de um país), o procurador- geral da República deve sempre ser ouvido nas ações de inconstitucionalidade (quando algum ato político ou lei está em conflito ou desacordo com a Constituição Federal, leis do país) e nos processos de competência (em que é analisado se determinado poder político, ou órgão político, está agindo de acordo com as suas atribuições, deveres) do Supremo Tribunal Federal.

Assim, Janot pode promover ação direta de inconstitucionalidade e ações penais, ou seja, denunciar autoridades como deputados federais, senadores, ministros de Estado e o presidente e o vice-presidente da República. É o cara por trás de algumas investigações importantes de corrupção no Brasil, como a Operação Lava Jato e, ganhou o reconhecimento nacional por conduzi-la com total independência, investigando todos os envolvidos independente do parti do político que os mesmos pertençam. O procurador já denunciou vários políticos como Eduardo Cunha (presidente da Câmara de Deputados), Delcídio do Amaral (Líder do Governo no Senado), Collor e muitos outros.

Ou seja, Rodrigo Janot é quem tem o poder de investigar e denunciar autoridades com direito a foro privilegiado (um privilégio dado a autoridades políticas, o de ser julgado por um tribunal diferente). “[É preciso evitar] desgaste entre os poderes da República. Isso não quer dizer deixar de fazer o seu trabalho. Mas não de forma midiática [transmiti do pela mídia]. Denuncie, faça rápido, agilize, densifique o calibre da sua bala. Quando atirar, atire para derrubar. Isso minimiza a questão das relações institucionais”, afirmou, em debate no ano de 2015 quando concorria à reeleição.