No período 2003 a 2014, a economia brasileira gerou mais de 18 milhões de empregos formais, a desigualdade da distribuição de renda diminuiu, o consumo das famílias aumentou, o investimento também cresceu e as reservas internacionais aumentaram cerca de dez vezes. Apesar desses resultados positivos, atualmente, o cenário político econômico do Brasil não é um dos melhores…Entenda o que os bambambãs tem pra falar.

O empresário Abílio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF (Brasil Foods), afirmou em uma entrevista em Nova York que o Brasil não passa por crise econômica nenhuma, mas sim por uma crise política.  Abílio disse que já viveu momentos piores que o atual e que tem total confiança no país. Pra ele, se a crise política for superada, a situação econômica melhora.

 José Eustáquio Diniz Alves, doutor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE), afirmou esse mês para o site EcoDebate que “as condições macroeconômicas do país não são favoráveis. A inflação está bem acima do limite superior da meta do Banco Central. A dívida pública está crescendo. O governo não consegue gerar um superávit primário [dinheiro que o governo consegue economizar, resultado positivo das receitas e despesas] para pagar parte do déficit nominal [arrecadação de impostos menos os gastos]. A carga tributária brasileira já está em níveis elevadíssimos. O Brasil já perdeu o selo de bom pagador pela Standard & Poor’s e está no rumo de perder o grau de investimento em outras agências, o que deve dificultar a capitação de recursos externos [entrada de investidores e dinheiro de fora do país]. O endividamento das empresas brasileiras em dólar é alarmante. A subida do dólar pressiona a inflação que pressiona os juros. Todo o ambiente econômico aponta para uma recessão e o agravamento do desemprego. Cai, conjuntamente [ao mesmo tempo], a taxa de investimento, as expectativas dos empresários e o nível de confiança dos consumidores”.  Parece o cenário de caos total, não é?!

Agora, a pergunta que fica na cabeça dos brasileiros é: O que poderia ser feito para mudar esta situação? Para a socióloga, Maria Victoria Benevides, o PT tem que rever o ajuste fiscal, “Mas prioritariamente em cima das classes abastadas. Ao invés de mexer no FIES, no fator previdenciário, vamos taxar as grandes fortunas, as heranças”. No Brasil é cobrado apenas 3,86% de imposto sobre heranças, um índice baixo, já a Suíça cobra uma taxa de 25%, os EUA 29% e a Inglaterra 40%.     O economista Luiz Gonzaga Belluzzo vê que “a melhor solução para essa situação fiscal seria a CPMF. Não é ótimo, mas é a menos ruim. E ficou todo mundo contra. Vai o Michel Temer e diz ´não queremos mais impostos´. Isso qualquer um diz. Não precisa ser o Michel Temer”. A provação da CPMF só vai ser votada em 2016, aprovada ou não, o governo precisa tomar medidas para reconquistar a confiança da população, para assim, reconquistar crescimento e equilíbrio da economia do país.